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Munique migra pra linux e reduz custos de reclamações e custos de TI

Quando uma migração para sistemas livres é correctamente planeada e executada, reduzem-se os custos associados com as TI. O município de Munique é um exemplo, de acordo com dados apresentados pelo seu presidente, Christian Ude.

Tux

Respondendo a questões colocadas por Marian Offman, do partido União Cristã Socialista, a 19 de Março, Ude afirmou que o projecto LiMux custou 11,7 milhões de euros. Defendendo a migração, Christian Ude afirmou que os custos associados com a manutenção da infraestrutura Windows em 2005 seriam de 11,8 milhões de euros. Este é um valor €100 mil superior ao custo do projecto LiMux. E, tendo em conta o aumento anual do parque informático, acresceriam ainda €1,65 milhões só em novo software.

Ao mudar para uma infra-estrutura livre, Munique conseguiu contornar os custos com o upgrade de software. As actualizações do software livre utilizado estão disponíveis livremente, ao passo que com o software proprietário seria mais complicado evitar os custos de licenciamento associados.

Outro dado apontado por Christian foi a diminuição do número de queixas. Embora estas se mantenham, o seu número diminuiu de um máximo de 70 mensais para apenas 46. O projecto LiMux foi iniciado pelo executivo de Munique em 2004. Dois anos depois, em 2006, iniciou-se a migração de uma infra-estrutura baseada em Windows NT para uma plataforma aberta (sistema operativo e respectivas aplicações).

A nível do sistema operativo, foi utilizada uma versão personalizada do Ubuntu e o KDESC como gestor de desktop. Nas aplicações, estão disponíveis o Firefox, Thunderbird, OpenOffice.org, GIMP e todo o software livre incluído tradicionalmente em Ubuntu.

O objectivo é migrar 80% de todos os computadores do município. De acordo com o responsável do projecto, Kirsten Böge, a meta será cumprida até ao final deste ano, uma vez que 10 mil dos 12 mil computadores necessários já foram migrados.